ACESSE:

Fala Professor

  Dificuldades e Transtornos (Distúrbios) de Aprendizagem, qual a diferença!

       A aprendizagem envolve muitas variáveis e aspectos, como questões sociais, biológicas, cognitivas, entre outras.

       Quando nos referimos a Dificuldade de Aprendizagem estamos falando sobre o estudante que possui uma maneira diferente de aprender.

      Trata-se de um obstáculo, uma barreira, um sintoma, que pode ser de origem tanto cultural quanto cognitiva ou até mesmo emocional. É essencial que o diagnóstico seja feito o quanto antes, uma vez que há consequências em longo prazo.

     O Transtorno de Aprendizagem está ligado a um grupo de dificuldades pontuais e específicas, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica (neurônios e conexões). O cérebro, nestes casos, funciona de forma diferente, pois, mesmo sem apresentar desfavorecimento físico, social ou emocional, dos portadores dos Transtornos de Aprendizagem demonstram dificuldade em adquirir o conhecimento em uma ou mais áreas do conhecimento, por exemplo, para a leitura e escrita, ou aritmética.

     Os principais transtornos de aprendizagem são:

  • A Discalculia é quando a criança tem dificuldade de aprender tudo que esteja direta ou indiretamente ligado a questões que envolvem números, como problemas, aplicações e conceitos matemáticos.
  • A Dislexia ocorre quando o aluno apresenta dificuldade na elaboração da linguagem escrita.
  • Na hiperatividade a criança demonstra muita agitação, não consegue prestar atenção por muito tempo e tem dificuldade em ficar parada.
  • O Déficit de Atenção é caracterizado pela falta de atenção, mas não é algo voluntário. O aluno tem dificuldades em fixar sua atenção ao que está sendo ensinado.

      Os Transtornos de Aprendizagem são diagnosticados pelo médico Neurologista e quanto antes esses forem estimulados, mais avanços significativos podem ser percebidos.

 

 

Ser líder

“Líderes não criam seguidores.

Criam novos Líderes. ”

Tom Peters

 

Quando se fala em liderança, é comum pensarmos na situação em que uma pessoa diz o que as outras devem ou não fazer. No entanto, a liderança quando bem desenvolvida tem a incumbência de ajudar a pessoa a conduzir a si mesma para que, depois, ela possa compartilhar com os outros os seus ideais.

E foi pensando nisso, que a Colégio Regina Pacis desenvolveu o projeto de Liderança na Escola, onde os líderes de sala, votados e eleitos pelos colegas, puderam passar por alguns encontros para juntos aprenderem como eles podem fazer a diferença em sala, pois acreditamos que desde os pequenos até os mais jovens é possível verificar algumas características de liderança. Por exemplo, em uma sala de aula, é comum que alguns alunos tomem a frente de brincadeiras, da aula, inclusive até influenciando o colega para que goste da aula, do professor e acabem influenciando os demais colegas de forma natural.

Este projeto de Liderança na escola incentiva os alunos a acharem seus próprios dons e enxerga que cada criança é um líder em potencial. Eles aprendem responsabilidades como balancear corpo, mente e espírito. Assim como aprendem a resolver problemas matemáticos, também precisam aprender a lidar com outras pessoas”. “Parte da força desse projeto é que ele valoriza o aluno como indivíduo. Queremos ajudar cada criança a achar seu dom, sua voz, em que são boas. Não é uma receita de bolo. Em que você é bom? Vamos descobrir e comemorar com você”.

Durante o último encontro que tivemos com os líderes de sala deste ano, ficou visível a evolução dos estudantes. Todos terão a responsabilidade de levar adiante os conhecimentos adquiridos. “Hoje vocês estão líderes e a gente acredita que se ali na frente vocês não forem mais líderes de turma, serão lideranças em algum espaço, e esse é o grande desafio de vocês a partir de agora”.

A função de líder, além de exigir muito comprometimento e responsabilidade, é ensinar a lidar com as críticas, o que é essencial para o crescimento do jovem.

 

Aprender e apreender

            Acredito que a formação continuada e o aperfeiçoamento profissional e pessoal são bases para a excelência acadêmica e a formação integral pretendida das instituições de ensino. Também, entendo a prática pedagógica eficiente quando feita à luz de teorias. Portanto, para o profissional da área do ensino, a leitura de referenciais teóricos válidos, conceituados e atualizados, é ferramenta chave para argumentar seu fazer pedagógico.

Entre as propostas possíveis e disponíveis, minha prática de sala de aula sempre se pautou na metodologia da pesquisa, em que o primeiro pesquisador é o professor e por isso gabaritado a orientar o aluno a apreender os conceitos e, a partir da apreensão, desenvolver as competências de construir, de aperfeiçoar, de modificar, de transformar, de argumentar e, principalmente, de se responsabilizar pelos processos naturais, históricos e sociais humanos, a partir da análise da realidade e das possibilidades de melhorias.

Entendo o ensino como aperfeiçoamento humano. E por isso, precisa existir nele um sentido. Assim a Vida, com tudo dela e nela, está para um sentido. Qual é o sentido do que fazemos? Por que fazemos o que fazemos? Por que fazemos o que fazemos do modo que fazemos? Ou seja, a trajetória com o sentido da felicidade é a proposta. Mudar o homem para mudar o mundo. É a via possível para o ideal almejado por mim, por você e, se não por todos, pela maioria. Essa é a tônica para responder à pergunta: Qual é a função da escola?

Estamos vivenciando uma “nova fase” de “conceitos clássicos”. Jogada de marketing de quem continuará lucrando com a falta de informação e de formação. Haja vista as competências gerais da BNCC, que corroboram vivências no habitat educacional, mudando apenas os títulos. A essência, é a mesma. Exemplo: construtivismo, metodologia por projetos, cultura maker, pesquisa. Ou seja: FAÇA VOCÊ MESMO!

Assim sendo, é demonstração de não apreensão de alguns conceitos quando se propõe “colocar o pé no feio dos projetos que a escola já desenvolve para abrir espaço para a cultura maker”. É preciso estar alerta para modismos e merchandising que mascaram a essência do ensino, que, a meu ver, deve ser a “produção pela pesquisa”, uma vez que a cultura do “faça você mesmo” requer responsabilidade por parte de todas as instâncias e argumentação do produto apresentado como válido. Equivale a dizer que, se a meta da escola se refere a apropriação do conhecimento pelo, para além do simples repasse da informação, é preciso superar o aprender (tomar conhecimento), na direção do apreender (compreender, apropriar-se).

Enfim, proponho uma reflexão acerca da teoria do conhecimento construída por Jean Piaget que afirma que é “da EXPERIÊNCIA que nasce o CONHECIMENTO”, mote para também refletir (e agir) o sucesso escolar na perspectiva dos profissionais do ensino.

 

Professor? Alex de França Aleluia

Professor? Esta indagação com surpresa ouvi diversas vezes quando realmente resolvi cursar graduação em Letras. Não foi fácil decidir o que fazer, pois quando jovem a busca pela Universidade era bem distante de meu mundo e de minha casa. O engraçado é que sempre vivi em escolas. Era um lugar mágico para mim. Tinha TV colorida e de 14 polegadas e professores que confiaram em minha caminhada.

Por motivos familiares, mudei diversas vezes de casa e consequentemente de escola. Cada escola por onde passei, levei comigo ensinamentos, sorrisos e pessoas maravilhosas. Escrever este texto me fez viajar no tempo e verificar como sou grato por todos que passaram por mim. Mesmo estudando de manhã, ficava à tarde na escola. Não pelo fato de ser um contra-turno como hoje, mas por ser um ajudante. Ajudava na biblioteca, meu lugar preferido, ajuda na secretaria, na faxina. Ou seja, era voluntário em escolas. O que eu ganhava? Um lugar seguro para ficar.

Quando estava no primeiro ano do Ensino Médio, fui eleito representante dos Estudantes, pelo Grêmio Estudantil. Foi o maior marco na minha trajetória de estudante. Realizamos tantos projetos esportivos, culturais, educacionais. Para se ter uma ideia, eu criei um grupo de idosos e comecei a dar aulas de alfabetização para eles na própria escola que me cedeu um espaço sem questionar. Tinha realmente a confiança da direção. Mas acredite, ainda assim nunca imaginei ser professor.

Com o trabalho realizado na escola, um professor me levou ao centro da cidade e me apresentou para os representantes da União Municipal dos Estudantes Secundaristas. No início não entendia muito bem o que aquilo significava, mas tinha certeza de que se tivesse que trabalhar para ajudar as pessoas, ajudaria com certeza.

No Grêmio estudantil, fui reconhecido pela escola. Pude entender como minhas ações poderiam ajudar pessoas. E foi aí que pensei em ser prefeito. Realmente pensei por muito tempo em estar na política. Percebi que era um espaço de transformação. Fazia porque queria. Fazia porque gostava de fazer. Eu saía com um cenário de fantoches de madeira nas costas a pé para escolas infantis e lá apresentava teatros. O sorriso daquelas crianças que paravam por alguns minutos para ouvir com atenção a história me preenchia de sensações leves e de alegria.

Então, em uma das reuniões da UMES, fui convidado para fazer parte de uma chapa que concorreria no município e se ganhássemos, eu representaria todos os estudantes da cidade de Mogi das Cruzes. Meu cargo era como Diretor Cultural, devido a esses projetos que realizei na escola, e ganhamos. Foi quando percebi que estava no caminho certo.

Então, ainda no segundo ano do Ensino Médio tinha a convicção de ser prefeito, porque queria mudar realidade ao meu redor. Éramos pobres, mas percebi que o que negavam a nós, de certa forma, poderia dar quando chegasse lá.

Mas a animação durou pouco. Recebi a noticia de minha mãe que, mais uma vez, mudaríamos e isso me deixou sem esperanças. Parecida que tudo que tinha deslumbrado, virou pó. E dentro de dias, mudei para o interior de São Paulo. Lugar totalmente diferente. Tudo que tinha conquistado, sumiu. E o vazio permaneceu dentro de mim.

Aquele momento de líder estudantil foi tão inesquecível, que anos atrás fui convidado para palestrar aos alunos daquela escola. E quando cheguei lá, os diretores da minha época de estudante foram lá para me prestigiar. A sensação foi mágica.

Já no interior, as escolas não tinham Grêmios Estudantis. Fiquei de lado. E como sempre fui escrever. Isso mesmo, escrever. Na verdade, desde pequeno eu escrevia. Tinha um caderninho de brochura, daqueles pequenos e com capa mole, e vivia criando histórias, incluindo novelas. Adorava inventar novelas e escrevê-las. O engraçado é que vivia ouvindo atrás das portas e quando via algo legal, eu escrevia. Quando criança, também brincava de apresentar programas de TV, escrever reportagens de jornais e revistas. Eu cheguei a criar uma rede de mídia com Revista, TV e Jornal. Todos chamavam Estrela. Revista Estrela, Jornal Estrela e TV Estrela. Eu fazia programações de filmes, escrevia as novelas, reportagens sobre as novelas e muito mais. Vivia sempre em meu mundo e sempre escutava de minha mãe que eu ficaria louco por ficar o dia inteiro escrevendo e lendo.

Então, quando cheguei ao terceiro ano do Ensino Médio e com muitos escritos, resolvi ser jornalista ou escritor. Minha mãe já avisou que se eu fosse escritor morreria de fome. Se eu fosse jornalista, morreria cedo, porque eu queria denunciar as péssimas condições das escolas em São Paulo. Estava em um beco sem saída. Foi quando dei um manuscrito de uma suposta novela para minha professora ler. Segundo ela, leu em três dias e que adorou muito. Sinceramente, não sei se era verdade. Mas fez um bem danado em minha alma.

Até que uma professora de Língua Portuguesa, em uma aula em que estava desanimado, pois via meus amigos combinando a ida para a faculdade e sabia que estava distante de mim, aproximou-se e me fez confessar o que me atingia. Foi quando ela disse, “você não quer mudar o mundo? Comece pela sala de aula.” A frase não soou bem quando ouvi. Não me via professor. E se me via, como faria? E quando chegou em novembro, uma das minhas professoras me levou para fazer o vestibular e passei. Resumindo a jornada, comecei fazer Letras sem ter a intenção em ser professor. Estava mais animado pela área literária, o campo que realmente me movia. Eu trabalhava na época, ganhava pouco, e esta mesma professora pagou durante os primeiros meses a minha passagem para ir à faculdade. Isso foi até quando consegui um emprego em uma multinacional e o meu primeiro salário, devolvi os valores pagos. Ela foi realmente um anjo.

De lá para cá, só coisas maravilhosas aconteceram. Logo no meu primeiro ano, fui trabalhar em uma escola como substituto e quando finalizei a graduação virei coordenador de projetos e fiquei durante quatro anos. Fui professor de escola pública e particular e em pouco tempo fui considerado um dos melhores professores de Língua Portuguesa da região. Para se ter uma ideia, a cada dia estava em uma escola diferente. Rodava toda a região para atender as escolas. E quando eu percebi que realmente é pela sala que muda o mundo, vesti meu avental e todos os dias eu tento fazer o meu melhor.

Trabalhando bastante na área de licenciatura, enviei meu primeiro original que escrevi para as editoras desde quando cursava Letras, mas após um ano, recebi diversas negativas. Não tinha dinheiro para pagar e sonhava em ser escritor e que alguém investisse em meu potencial como. Mas no Brasil o sistema de valorização de autor é totalmente diferente de países desenvolvidos, então parei de tentar publicar. Até que após algum tempo, uma editora pequena me enviou e-mail pedindo a publicação. Foi aí que lancei meu primeiro livro. Não paguei nada. O lançamento foi na câmara municipal da cidade e muitos presentes. Foi o início de uma trajetória literária.

Em pouco tempo, outra editora demonstrou interesse no meu livro que publiquei. Foi quando troquei de editora e vi minha obra ser comentada por diversos blogueiros pela internet. Fui para a Bienal Internacional de São Paulo como autor e comecei uma caminhada de publicações.

Nos últimos anos, fui convidado para integrar Academias Literárias e hoje faço parte da Academia de Letras do Brasil, de Buenos Aires e de Portugal. E só digo isso para deixar claro que nunca imaginei que traçaria um caminho tão digno e tão valoroso.

Sendo professor, confirmei a tese da minha professora. Realmente a gente consegue não mudar o mundo, mas as pessoas. Comecei a escrever artigos para auxiliar novos professores e dentro de dois anos, os artigos eram os mais lidos pela internet. Comecei a escrever livros para os novatos professores, e a recompensa veio logo, muitos e-books ficaram em primeiro lugar entre os mais vendidos do Brasil. Este ano inclusive atingi novamente a posição.

Nos artigos, falo de professor para professor. Todas as nossas inseguranças, angustias, dúvidas e paixões pela profissão. Deixo claro que nossa função hoje é fazer com que o aluno saia fora de uma caixa para enxergar o mundo.

Já coleciono longos 15 anos de primaveras dentro da sala de aula e quando escrevo um artigo como este, faz-me movimentar no tempo e ter a certeza de que segui o caminho certo e tudo foi como realmente tinha de ser. E se eu conseguisse voltar no tempo, faria o mesmo caminho, porque hoje sei que fui muito mais que minha imaginação um dia me avisou. Porque hoje eu sei que tudo que fiz na infância pude desenvolver quando adulto. E que hoje sei que todas as pessoas que passaram por mim contribuíram um pouquinho para a minha formação.

Hoje compreendi que o futuro é uma nave que tentamos pilotar, parafraseando a música aquarela, mas acima de tudo isso, pude mostrar para mim e para minha família que o combustível certo para um futuro com surpresas é a imaginação e o sonho. Essas duas palavras me fizeram uma pessoa digna de dizer que eu venci e que hoje posso usar minha trajetória para mostrar aos meus alunos que podem vencer e que os dois ingredientes que usei são essenciais para um dia sentarem às suas mesas e escreverem um artigo como este. O vencer é a posição máxima de entendimento que chegou mais longe do que você e ou alguém um dia pôde imaginar.

E quando indagam com surpresa, Professor? Eu respondo com certeza de que sim, eu sou professor!

Agosto: o mês das vocações

O que é vocação? Por que fomos chamados por Deus para servir? Que serviço é esse? Em nome de quem? Para quem? Essas são perguntas que muitos vocacionados e vocacionadas se fazem ao passar dos anos.

Temos visto cada vez mais jovens se sentirem chamados ao trabalho no e para o Reino. Mas ainda sabemos que é pouco. O trabalho no e para o Reino exige dedicação, ousadia e perseverança. Dedicação porque não pode ser feito pela metade, sem inspiração. Tem que ter começo, meio e fim. Ousadia, porque a palavra de Deus nos torna fazedores da paz e mensageiros da boa nova, nesse mundo cada vez mais descrente, em que é necessária uma mística que envolva os outros, trazendo-os para o meio da comunidade. E, por fim perseverança, que é sem duvida a mais difícil, porque sabemos que o continuar é exigente mediante a desistência e desinteresse de nossos irmãos, que muitas das vezes não têm força. Isso após algum percalço pelo caminho. Essas são três qualidades básicas do Consagrado(a).

 O mês de agosto é dedicado às vocações. Nós louvamos e agradecemos a missão e a vocação das Religiosas da Instrução Cristã. Congregação fundada por Me. Agathe Verhelle há 193 anos na Bélgica e, que hoje, se faz presente pelo mundo. Louvamos também pela Comunidade Educativa Regina Pacis, existente há dezenove anos, onde aqui, mediante todos os ensinamentos da fé, tendo como carisma “Sacrificar-nos e Consagrar-nos inteiramente à Juventude”, mostrando Jesus Cristo em sua face educadora, se faz presente na vida de nossas crianças, jovens, pais e colaboradores como uma experiência viva de amor e doação.

Atualmente, existem quatro irmãs/religiosas que dedicam suas vidas à missão nesse chão: Ir. Edilaine Colombo, Ir. Maria José, Ir. Nazaré Lima e Ir. Fabiana Maria.  Agradecemos pela vocação e pela doação de cada uma de vocês para a vida em favor da juventude, não só de nossa comunidade, mas por esse Brasil e pelo mundo todo.

 

Que Nossa Senhora, rainha das vocações, abençoe e conceda a cada uma a força necessária para seguir esse caminho de dedicação, ousadia e perseverança.

Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em Vós.

Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em Vós.

Costumamos ouvir esse breve pedido, que é uma constante nas orações de devoção, especialmente no mês de junho, em que direciona as preces ao Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção surgiu no século XVII, quando Santa Margarida Maria Alacoque, que era religiosa, foi agraciada com três aparições de Jesus, que se mostrou com o peito aberto e apontando com o dedo seu coração, e em seguida exclamou: “Eis um coração que tem amado tanto aos homens a ponto e nada poupar, até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor”.

Durante as aparições a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus fez 12 promessas que respondeu a necessidade do contexto da época marcado pelo Jansenismo que enfatiza a predestinação, nega o livre-arbítrio e sustenta ser a natureza humana por si só incapaz do bem. Se refletirmos, todas essas promessas se fazem atuais, em meio ao nosso contexto turbulento no qual o amor aos irmãos parece ser utopia.

 

 Precisamos assimilar as promessas de Jesus em nossos corações, para que a partir do seu amor, colaboremos na transformação de situações desumanizadoras, que são noticiadas e, muitas vezes, estão próximas a nós. O que podemos fazer é pedir insistentemente, a graça de termos um coração sensível, semelhante ao de Jesus que é cheio de ternura, carinho, tudo que gera amor.

Ir. Edlaine Colombo

 Coordenadora Janda - Sofrimentos inevitáveis
Textos interessantes que trabalhamos em nossas reuniões pedagógicas.
 
Coordenadora Janda

Sofrimentos inevitáveis

Costumo ouvir que os pais da atualidade querem poupar seus filhos de sofrimento. Por isso, sentem uma enorme dificuldade para dizer "não" a eles, para permitir que enfrentem as suas frustrações e para deixar que atravessem as situações difíceis que a vida lhes apresenta.

À primeira vista, esse discurso soa como uma verdade, não é mesmo? Afinal, temos visto crianças e adolescentes agirem sem se importar com as normas sociais porque eles se sentem protegidos pelos pais em todas as circunstâncias.

Entretanto, podemos pensar um pouco além dessa linha para tentar compreender melhor o relacionamento atual entre pais e filhos no que diz respeito à chamada "felicidade" das crianças.

Na realidade, pode ser que os pais façam mesmo de tudo para que os filhos não sofram. Mas é preciso considerar que, em geral, eles desejam proteger seus filhos apenas de determinadas experiências dolorosas --não de qualquer uma.

Os pais não querem, por exemplo, que os filhos se sintam excluídos de qualquer situação, de qualquer grupo e de qualquer atividade.

É em nome do desejo adulto de eliminar esse tipo de sofrimento que as crianças fazem as mesmas atividades que os colegas em seus dias de lazer, ganham os mesmos jogos e todo tipo de traquitana tecnológica, frequentam os mesmos lugares, usam roupas e calçados parecidos (quando não são iguais) e vão a mil festas de aniversários, muitas vezes de crianças que nem são amigas próximas.

Os pais também  não querem, de maneira alguma, que seus filhos sofram por causa da escola. É por isso que vira e mexe eles vão falar com coordenadores, professores e diretores, reclamam de alguns profissionais, colocam os seus filhos em aulas particulares, fazem a lição de casa com eles --ou no lugar deles-- e estão sempre prontos para defender suas crianças e seus adolescentes de qualquer sanção que tenha sido aplicada pela escola.

E é assim, entre tentativas de evitar um e outro tipo de sofrimento, que os pais vivem a ilusão de construir para seus filhos um mundo que só pode existir em outra dimensão: um mundo onde ninguém os rejeitará, onde não serão excluídos de nada e onde participarão de todos os grupos pelo simples fato de consumirem as mesmas coisas que a maioria.

Doce e amarga ilusão...

Porém, há alguns sofrimentos que os pais da atualidade não evitam que seus filhos experimentem. Ao esconder de crianças e jovens verdades da vida que os envolvem, esses pais fazem com que os filhos sofram se debatendo entre mentiras ou silêncios. Quando o tema é doença ou morte na família, por exemplo, isso acontece bastante.

O que os pais talvez não saibam é que, ao tentarem evitar que os filhos sofram a dor da perda, eles acabam provocando nos mais novos um sofrimento ainda maior que é a dor de não saber, de não entender, de não conseguir simbolizar a angústia que sentem.

Outra dor que os pais provocam e à qual não dão muita importância é a dor do abandono. Buscar o filho na escola bem depois do término da aula; deixar o filho sem parâmetros; permitir que a criança atue como se já fosse responsável por sua vida e colocar em suas mãos escolhas que deveriam ser de adultos são alguns exemplos de atitudes que fazem crianças e adolescentes se sentirem abandonados pelos pais.

E isso dói neles.

Uma garota de nove anos disse uma frase reveladora sobre essa sensação de abandono à sua amiga, que estava triste e constrangida por ter sido impedida pelos pais de acompanhá-la em um passeio: "Não chore por causa disso, não. Eu adoraria que os meus pais se importassem assim comigo".

Os filhos são supostamente protegidos de sofrimentos muitas vezes inevitáveis e, ao mesmo tempo, são colocados em situações nas quais experimentam sofrimentos inúteis. Qual será o resultado desse tipo de equação?

 

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. Escreve às terças na versão impressa de "Equilíbrio".

 

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/1262869-sofrimentos-inevitaveis.shtml

 

Prof. Marquinhos - Aulas de Gramática

Muitas pessoas acreditam que as aulas de Gramática são chatas. Isso pode ser uma verdade, talvez seja esse o motivo pelo qual nos países desenvolvidos os professores de Língua Materna usam tão pouco tempo para ensinar esse tópico. 
É só ler um livro ou assistir a um filme ou a um desenho animado para perceber que as aulas de linguagem são normalmente ocupadas com produção de texto e apresentação oral de livros paradidáticos. A literatura lá, ao contrário daqui, é muito mais valorizada no tocante ao número de aulas na grade de Língua Materna. 
Se isso é uma verdade ou propaganda, eu não sei. Mas tenho certeza de que é uma belíssima opção de sistema de ensino de Gramática. 
Nomenclatura só é bom para profissionais... 
Não me lembro de ter que saber o nome das peças do carro para dirigir, nem de saber o nome dos ingredientes para tomar cerveja ou refrigerante, mas acredito realmente em que o mestre cervejeiro bom sabe todas as composições químicas e os devidos nomes de todos os ingradientes. 

Assim, proponho-me aqui trazer mecanismos (técnicas) para tentar pôr na cabecinha de meus alunos tudo seja NECESSÁRIO aprender para ser um profissional bem sucedido e, principalmente, um cidadão consciente e crítico na sociedade. 
Espero que gostem!

Prof. Claudismar - Fique de olho na diabetes!

Como professores, temos que ficar atentos àquilo que nem sempre salta aos olhos. Por exemplo: "a diabetes da criança ou jovem é causada pela falência do pâncreas que deixa de produzir insulina. Este hormônio é essencial para que a comida possa ser aproveitada como fonte de energia. Desta forma aparece um emagrecimento rápido com fome e o açúcar, que por não conseguir entrar nas células, fica em excesso no sangue (hiperglicemia) o que provoca uma vontade de urinar freqüente e sede intensa”. 

ADD - Associação de defesa dos Diabéticos de Lisboa 
Texto gentilmente cedido porVera Lúcia Rodrigues. Licenciada em Anatomia Patológica na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa.