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Fala Professor

  Dificuldades e Transtornos (Distúrbios) de Aprendizagem, qual a diferença!

       A aprendizagem envolve muitas variáveis e aspectos, como questões sociais, biológicas, cognitivas, entre outras.

       Quando nos referimos a Dificuldade de Aprendizagem estamos falando sobre o estudante que possui uma maneira diferente de aprender.

      Trata-se de um obstáculo, uma barreira, um sintoma, que pode ser de origem tanto cultural quanto cognitiva ou até mesmo emocional. É essencial que o diagnóstico seja feito o quanto antes, uma vez que há consequências em longo prazo.

     O Transtorno de Aprendizagem está ligado a um grupo de dificuldades pontuais e específicas, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica (neurônios e conexões). O cérebro, nestes casos, funciona de forma diferente, pois, mesmo sem apresentar desfavorecimento físico, social ou emocional, dos portadores dos Transtornos de Aprendizagem demonstram dificuldade em adquirir o conhecimento em uma ou mais áreas do conhecimento, por exemplo, para a leitura e escrita, ou aritmética.

     Os principais transtornos de aprendizagem são:

  • A Discalculia é quando a criança tem dificuldade de aprender tudo que esteja direta ou indiretamente ligado a questões que envolvem números, como problemas, aplicações e conceitos matemáticos.
  • A Dislexia ocorre quando o aluno apresenta dificuldade na elaboração da linguagem escrita.
  • Na hiperatividade a criança demonstra muita agitação, não consegue prestar atenção por muito tempo e tem dificuldade em ficar parada.
  • O Déficit de Atenção é caracterizado pela falta de atenção, mas não é algo voluntário. O aluno tem dificuldades em fixar sua atenção ao que está sendo ensinado.

      Os Transtornos de Aprendizagem são diagnosticados pelo médico Neurologista e quanto antes esses forem estimulados, mais avanços significativos podem ser percebidos.

 

 

Ser líder

“Líderes não criam seguidores.

Criam novos Líderes. ”

Tom Peters

 

Quando se fala em liderança, é comum pensarmos na situação em que uma pessoa diz o que as outras devem ou não fazer. No entanto, a liderança quando bem desenvolvida tem a incumbência de ajudar a pessoa a conduzir a si mesma para que, depois, ela possa compartilhar com os outros os seus ideais.

E foi pensando nisso, que a Colégio Regina Pacis desenvolveu o projeto de Liderança na Escola, onde os líderes de sala, votados e eleitos pelos colegas, puderam passar por alguns encontros para juntos aprenderem como eles podem fazer a diferença em sala, pois acreditamos que desde os pequenos até os mais jovens é possível verificar algumas características de liderança. Por exemplo, em uma sala de aula, é comum que alguns alunos tomem a frente de brincadeiras, da aula, inclusive até influenciando o colega para que goste da aula, do professor e acabem influenciando os demais colegas de forma natural.

Este projeto de Liderança na escola incentiva os alunos a acharem seus próprios dons e enxerga que cada criança é um líder em potencial. Eles aprendem responsabilidades como balancear corpo, mente e espírito. Assim como aprendem a resolver problemas matemáticos, também precisam aprender a lidar com outras pessoas”. “Parte da força desse projeto é que ele valoriza o aluno como indivíduo. Queremos ajudar cada criança a achar seu dom, sua voz, em que são boas. Não é uma receita de bolo. Em que você é bom? Vamos descobrir e comemorar com você”.

Durante o último encontro que tivemos com os líderes de sala deste ano, ficou visível a evolução dos estudantes. Todos terão a responsabilidade de levar adiante os conhecimentos adquiridos. “Hoje vocês estão líderes e a gente acredita que se ali na frente vocês não forem mais líderes de turma, serão lideranças em algum espaço, e esse é o grande desafio de vocês a partir de agora”.

A função de líder, além de exigir muito comprometimento e responsabilidade, é ensinar a lidar com as críticas, o que é essencial para o crescimento do jovem.

 

Aprender e apreender

            Acredito que a formação continuada e o aperfeiçoamento profissional e pessoal são bases para a excelência acadêmica e a formação integral pretendida das instituições de ensino. Também, entendo a prática pedagógica eficiente quando feita à luz de teorias. Portanto, para o profissional da área do ensino, a leitura de referenciais teóricos válidos, conceituados e atualizados, é ferramenta chave para argumentar seu fazer pedagógico.

Entre as propostas possíveis e disponíveis, minha prática de sala de aula sempre se pautou na metodologia da pesquisa, em que o primeiro pesquisador é o professor e por isso gabaritado a orientar o aluno a apreender os conceitos e, a partir da apreensão, desenvolver as competências de construir, de aperfeiçoar, de modificar, de transformar, de argumentar e, principalmente, de se responsabilizar pelos processos naturais, históricos e sociais humanos, a partir da análise da realidade e das possibilidades de melhorias.

Entendo o ensino como aperfeiçoamento humano. E por isso, precisa existir nele um sentido. Assim a Vida, com tudo dela e nela, está para um sentido. Qual é o sentido do que fazemos? Por que fazemos o que fazemos? Por que fazemos o que fazemos do modo que fazemos? Ou seja, a trajetória com o sentido da felicidade é a proposta. Mudar o homem para mudar o mundo. É a via possível para o ideal almejado por mim, por você e, se não por todos, pela maioria. Essa é a tônica para responder à pergunta: Qual é a função da escola?

Estamos vivenciando uma “nova fase” de “conceitos clássicos”. Jogada de marketing de quem continuará lucrando com a falta de informação e de formação. Haja vista as competências gerais da BNCC, que corroboram vivências no habitat educacional, mudando apenas os títulos. A essência, é a mesma. Exemplo: construtivismo, metodologia por projetos, cultura maker, pesquisa. Ou seja: FAÇA VOCÊ MESMO!

Assim sendo, é demonstração de não apreensão de alguns conceitos quando se propõe “colocar o pé no feio dos projetos que a escola já desenvolve para abrir espaço para a cultura maker”. É preciso estar alerta para modismos e merchandising que mascaram a essência do ensino, que, a meu ver, deve ser a “produção pela pesquisa”, uma vez que a cultura do “faça você mesmo” requer responsabilidade por parte de todas as instâncias e argumentação do produto apresentado como válido. Equivale a dizer que, se a meta da escola se refere a apropriação do conhecimento pelo, para além do simples repasse da informação, é preciso superar o aprender (tomar conhecimento), na direção do apreender (compreender, apropriar-se).

Enfim, proponho uma reflexão acerca da teoria do conhecimento construída por Jean Piaget que afirma que é “da EXPERIÊNCIA que nasce o CONHECIMENTO”, mote para também refletir (e agir) o sucesso escolar na perspectiva dos profissionais do ensino.

 

Agosto: o mês das vocações

O que é vocação? Por que fomos chamados por Deus para servir? Que serviço é esse? Em nome de quem? Para quem? Essas são perguntas que muitos vocacionados e vocacionadas se fazem ao passar dos anos.

Temos visto cada vez mais jovens se sentirem chamados ao trabalho no e para o Reino. Mas ainda sabemos que é pouco. O trabalho no e para o Reino exige dedicação, ousadia e perseverança. Dedicação porque não pode ser feito pela metade, sem inspiração. Tem que ter começo, meio e fim. Ousadia, porque a palavra de Deus nos torna fazedores da paz e mensageiros da boa nova, nesse mundo cada vez mais descrente, em que é necessária uma mística que envolva os outros, trazendo-os para o meio da comunidade. E, por fim perseverança, que é sem duvida a mais difícil, porque sabemos que o continuar é exigente mediante a desistência e desinteresse de nossos irmãos, que muitas das vezes não têm força. Isso após algum percalço pelo caminho. Essas são três qualidades básicas do Consagrado(a).

 O mês de agosto é dedicado às vocações. Nós louvamos e agradecemos a missão e a vocação das Religiosas da Instrução Cristã. Congregação fundada por Me. Agathe Verhelle há 193 anos na Bélgica e, que hoje, se faz presente pelo mundo. Louvamos também pela Comunidade Educativa Regina Pacis, existente há dezenove anos, onde aqui, mediante todos os ensinamentos da fé, tendo como carisma “Sacrificar-nos e Consagrar-nos inteiramente à Juventude”, mostrando Jesus Cristo em sua face educadora, se faz presente na vida de nossas crianças, jovens, pais e colaboradores como uma experiência viva de amor e doação.

Atualmente, existem quatro irmãs/religiosas que dedicam suas vidas à missão nesse chão: Ir. Edilaine Colombo, Ir. Maria José, Ir. Nazaré Lima e Ir. Fabiana Maria.  Agradecemos pela vocação e pela doação de cada uma de vocês para a vida em favor da juventude, não só de nossa comunidade, mas por esse Brasil e pelo mundo todo.

 

Que Nossa Senhora, rainha das vocações, abençoe e conceda a cada uma a força necessária para seguir esse caminho de dedicação, ousadia e perseverança.

Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em Vós.

Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em Vós.

Costumamos ouvir esse breve pedido, que é uma constante nas orações de devoção, especialmente no mês de junho, em que direciona as preces ao Sagrado Coração de Jesus. Essa devoção surgiu no século XVII, quando Santa Margarida Maria Alacoque, que era religiosa, foi agraciada com três aparições de Jesus, que se mostrou com o peito aberto e apontando com o dedo seu coração, e em seguida exclamou: “Eis um coração que tem amado tanto aos homens a ponto e nada poupar, até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor”.

Durante as aparições a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus fez 12 promessas que respondeu a necessidade do contexto da época marcado pelo Jansenismo que enfatiza a predestinação, nega o livre-arbítrio e sustenta ser a natureza humana por si só incapaz do bem. Se refletirmos, todas essas promessas se fazem atuais, em meio ao nosso contexto turbulento no qual o amor aos irmãos parece ser utopia.

 

 Precisamos assimilar as promessas de Jesus em nossos corações, para que a partir do seu amor, colaboremos na transformação de situações desumanizadoras, que são noticiadas e, muitas vezes, estão próximas a nós. O que podemos fazer é pedir insistentemente, a graça de termos um coração sensível, semelhante ao de Jesus que é cheio de ternura, carinho, tudo que gera amor.

Ir. Edlaine Colombo

 Coordenadora Janda - Sofrimentos inevitáveis
Textos interessantes que trabalhamos em nossas reuniões pedagógicas.
 
Coordenadora Janda

Sofrimentos inevitáveis

Costumo ouvir que os pais da atualidade querem poupar seus filhos de sofrimento. Por isso, sentem uma enorme dificuldade para dizer "não" a eles, para permitir que enfrentem as suas frustrações e para deixar que atravessem as situações difíceis que a vida lhes apresenta.

À primeira vista, esse discurso soa como uma verdade, não é mesmo? Afinal, temos visto crianças e adolescentes agirem sem se importar com as normas sociais porque eles se sentem protegidos pelos pais em todas as circunstâncias.

Entretanto, podemos pensar um pouco além dessa linha para tentar compreender melhor o relacionamento atual entre pais e filhos no que diz respeito à chamada "felicidade" das crianças.

Na realidade, pode ser que os pais façam mesmo de tudo para que os filhos não sofram. Mas é preciso considerar que, em geral, eles desejam proteger seus filhos apenas de determinadas experiências dolorosas --não de qualquer uma.

Os pais não querem, por exemplo, que os filhos se sintam excluídos de qualquer situação, de qualquer grupo e de qualquer atividade.

É em nome do desejo adulto de eliminar esse tipo de sofrimento que as crianças fazem as mesmas atividades que os colegas em seus dias de lazer, ganham os mesmos jogos e todo tipo de traquitana tecnológica, frequentam os mesmos lugares, usam roupas e calçados parecidos (quando não são iguais) e vão a mil festas de aniversários, muitas vezes de crianças que nem são amigas próximas.

Os pais também  não querem, de maneira alguma, que seus filhos sofram por causa da escola. É por isso que vira e mexe eles vão falar com coordenadores, professores e diretores, reclamam de alguns profissionais, colocam os seus filhos em aulas particulares, fazem a lição de casa com eles --ou no lugar deles-- e estão sempre prontos para defender suas crianças e seus adolescentes de qualquer sanção que tenha sido aplicada pela escola.

E é assim, entre tentativas de evitar um e outro tipo de sofrimento, que os pais vivem a ilusão de construir para seus filhos um mundo que só pode existir em outra dimensão: um mundo onde ninguém os rejeitará, onde não serão excluídos de nada e onde participarão de todos os grupos pelo simples fato de consumirem as mesmas coisas que a maioria.

Doce e amarga ilusão...

Porém, há alguns sofrimentos que os pais da atualidade não evitam que seus filhos experimentem. Ao esconder de crianças e jovens verdades da vida que os envolvem, esses pais fazem com que os filhos sofram se debatendo entre mentiras ou silêncios. Quando o tema é doença ou morte na família, por exemplo, isso acontece bastante.

O que os pais talvez não saibam é que, ao tentarem evitar que os filhos sofram a dor da perda, eles acabam provocando nos mais novos um sofrimento ainda maior que é a dor de não saber, de não entender, de não conseguir simbolizar a angústia que sentem.

Outra dor que os pais provocam e à qual não dão muita importância é a dor do abandono. Buscar o filho na escola bem depois do término da aula; deixar o filho sem parâmetros; permitir que a criança atue como se já fosse responsável por sua vida e colocar em suas mãos escolhas que deveriam ser de adultos são alguns exemplos de atitudes que fazem crianças e adolescentes se sentirem abandonados pelos pais.

E isso dói neles.

Uma garota de nove anos disse uma frase reveladora sobre essa sensação de abandono à sua amiga, que estava triste e constrangida por ter sido impedida pelos pais de acompanhá-la em um passeio: "Não chore por causa disso, não. Eu adoraria que os meus pais se importassem assim comigo".

Os filhos são supostamente protegidos de sofrimentos muitas vezes inevitáveis e, ao mesmo tempo, são colocados em situações nas quais experimentam sofrimentos inúteis. Qual será o resultado desse tipo de equação?

 

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, fala sobre as principais dificuldades vividas pela família e pela escola no ato de educar e dialoga sobre o dia-a-dia dessa relação. Escreve às terças na versão impressa de "Equilíbrio".

 

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/1262869-sofrimentos-inevitaveis.shtml

 

Prof. Marquinhos - Aulas de Gramática

Muitas pessoas acreditam que as aulas de Gramática são chatas. Isso pode ser uma verdade, talvez seja esse o motivo pelo qual nos países desenvolvidos os professores de Língua Materna usam tão pouco tempo para ensinar esse tópico. 
É só ler um livro ou assistir a um filme ou a um desenho animado para perceber que as aulas de linguagem são normalmente ocupadas com produção de texto e apresentação oral de livros paradidáticos. A literatura lá, ao contrário daqui, é muito mais valorizada no tocante ao número de aulas na grade de Língua Materna. 
Se isso é uma verdade ou propaganda, eu não sei. Mas tenho certeza de que é uma belíssima opção de sistema de ensino de Gramática. 
Nomenclatura só é bom para profissionais... 
Não me lembro de ter que saber o nome das peças do carro para dirigir, nem de saber o nome dos ingredientes para tomar cerveja ou refrigerante, mas acredito realmente em que o mestre cervejeiro bom sabe todas as composições químicas e os devidos nomes de todos os ingradientes. 

Assim, proponho-me aqui trazer mecanismos (técnicas) para tentar pôr na cabecinha de meus alunos tudo seja NECESSÁRIO aprender para ser um profissional bem sucedido e, principalmente, um cidadão consciente e crítico na sociedade. 
Espero que gostem!

Prof. Claudismar - Fique de olho na diabetes!

Como professores, temos que ficar atentos àquilo que nem sempre salta aos olhos. Por exemplo: "a diabetes da criança ou jovem é causada pela falência do pâncreas que deixa de produzir insulina. Este hormônio é essencial para que a comida possa ser aproveitada como fonte de energia. Desta forma aparece um emagrecimento rápido com fome e o açúcar, que por não conseguir entrar nas células, fica em excesso no sangue (hiperglicemia) o que provoca uma vontade de urinar freqüente e sede intensa”. 

ADD - Associação de defesa dos Diabéticos de Lisboa 
Texto gentilmente cedido porVera Lúcia Rodrigues. Licenciada em Anatomia Patológica na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Lisboa.